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     Esta instalação define um paralelo entre a resistência operária e os seus discursos ocultos e aquilo que, em termos metafóricos, pode ser entendido como um “boicote” ao projeto industrial, manifestado pela proliferação de pragas nos campos algodoeiros.
A obra apresenta fichas de trabalhadores/as dissidentes, instrumentos técnicos e científicos, bem como elementos documentais e imagéticos que foram tornados obsolescentes pelos sistemas de aprovisionamento, processamento, comércio e consumo que estruturaram a circulação do algodão. Esta máquina visual confronta-nos com as invisibilidades das experiências operárias, com os imaginários idílicos associados à plantação e com os métodos e estudos científicos quando mobilizados para o controlo e a instrumentalização da natureza não humana.
    Sobrepostos a estes elementos, constrói-se uma fábula habitada por seres ruderais, representados através de pequenas esculturas produzidas em colofónia e pó de pedra de grafite. Estas figuras convocam o conceito de ressurgimento e remetem para as atuações de múltiplos animais, plantas e fungos frequentemente classificados como “invasores”, que proliferam tanto nas plantações como nas ruínas fabris. Ao reinscreverem as suas presenças sobre as superfícies do arquivo, estes seres deslocam as hierarquias de visibilidade e reconfiguram a nossa atenção através dos seus posicionamentos e sugestões de gestos — passam a determinar o que pode ser visto e insinuam outras narrativas possíveis para os materiais e ferramentas técnicas
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Destruidores de máquinas (2024) 
 

Pormenor de escultura de gafanhoto presente na instalação Destruidores de Máquinas (2024). Colofónia, pó de pedra de grafite e goma-laca. Dimensões 2,5×7cm

Pormenor da obra Destruidores de Máquinas (2024). Colofónia, pó de pedra de grafite, goma-laca e imagem fotográfica.

Vista geral de Destruidores de Máquinas (2024) na exposição “Problemas do Primitivismo” (2024) no CIAJG — Centro Internacional das Artes José de Guimarães, Guimarães (PT). Dimensões variáveis.

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Pormenores da obra Destruidores de Máquinas (2024). Colofónia, pó de pedra de grafite, goma-laca e documentos encontrados.

Pormenores da obra Destruidores de Máquinas (2024). Colofónia, pó de pedra de grafite, goma-laca e documentos encontrados.

© 2014 by Ludgero Almeida

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