top of page

    Esta instalação é composta por doze esculturas em resina suspensas à altura do olhar e iluminadas por caixas de luz. As peças, réplicas da última camisa de trabalho de um operário, apresentam transparências e opacidades que evocam as imagens radiográficas — a interioridade de um suposto corpo que, para todos os efeitos, é apenas indiciado.

    Suspensas na penumbra, estas formas luminosas, réplicas inexatas do objeto original, remetem para uma reflexão sobre o modo como essa camisa participou de um processo de subjetivação do indivíduo, tornando-se um objeto de identificação, e como, simultaneamente, adquiriu uma dimensão traumática: permaneceu como suporte de recordação de uma vida irrecuperável, uma expressão da incapacidade de restituição dessa identidade.

    Ao explorar as texturas, as variações de luz e sombra, as espessuras e as ambivalências do âmbar — ao mesmo tempo convocado como sinônimo da preservação como também da fragmentação e da fragilidade —, esta obra explora as estabilidades e  instabilidades da imagem e da memória pensando-as em relação à construção e dissolução da experiência histórica e social.

Do corpo construído ao corpo destituído (2022) 
 

Do corpo construido ao corpo destituido.jpg
Do corpo construido ao corpo destituido5.jpg
Do corpo construido ao corpo destituido2.jpg
Do corpo construido ao corpo destituido4.jpg
Do corpo construido ao corpo destituido3.jpg

© 2014 by Ludgero Almeida

  • Twitter Classic
  • Facebook Classic
bottom of page